10 anos de Matrix

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Ontem (31/03/09) foi o aniversário de 10 anos do lançamento de “Matrix” nos cinemas.

Em 1999 eu estava fazendo intercâmbio na Inglaterra. Lembro de ter ido algumas vezes no cinema e visto o trailer do filme que basicamente consistia no Morpheus dizendo que ninguém poderia te contar o que era a Matrix e que você tinha que descobrir sozinho. Eu não tinha idéia sobre o que o filme falava, mas fiz uma nota mental de assisti-lo no cinema quando estreasse. Como muitas outras notas mentais desta mesma natureza esta acabou por cair no esquecimento depois de um tempo.

Alguns meses depois numa das minhas ligações semanais pro Brasil, conversando com o meu pai ele me disse que tinha ido no cinema com a minha mãe e irmã e tinham assistido um filme chamado “Matrix”. Eu perguntei se o filme era bom e ele disse que sim. Na hora eu nem relacionei o filme que meu pai tinha assistido com o trailer que eu vi alguns meses antes, mas dessa vez gravei o nome porque se meu pai achou o filme bom é porque valeria a pena vê-lo. Se tem uma pessoa cuja opinião cinematográfica pra mim está acima de qualquer crítico da Reuters, da Empire ou do The Guardian (minhas leituras favoritas sobre cinema e cultura) é o meu pai.

No final de semana eu fui visitar umas amigas em Brighton. Depois de termos almoçado, batido perna pela The Lanes e matado tempo sentadas na praia decidimos ir no cinema. Chegando no saudoso Odeon vi que “Matrix” estava em cartaz e sugeri que devíamos assisti-lo. Ninguém gostou muito da idéia. Primeiro porque ninguém sabia do que o filme tratava e segundo porque o filme era estrelado pelo Keanu Reeves e todo mundo meio que achava ele gay.

Sem outras opções melhores acabamos escolhendo “Matrix” mesmo. Entramos na sala, passaram os trailers e o filme começou. Silêncio total. O que mais me chamou a atenção ao longo do filme foi o absoluto silêncio da sala. Não teve nem aquele comentário ocasional sobre alguma cena que você faz com a pessoa sentada ao seu lado.

O filme acabou e começamos a levantar pra ir embora. Demorou um tempo pra alguém finalmente falasse alguma coisa. Mas só foram expletivas do tipo: “uou”, “nossa”, “animal”. Os meninos saíram fazendo acrobacias na tentativa de replicar as cenas de ação do filme e as meninas repetindo que o Keanu Reeves era de fato o “The one”.

Depois disso eu assisti o filme mais duas vezes no cinema, de volta ao Brasil fiz fila pra ver os dois filmes seguintes na pré-estréia, comprei o primeiro em fita cassete e depois a coleção toda em dvd.

Eu adoro ser surpreendida, especialmente quando eu vou ao cinema. Hoje em dia temos tanta informação disponível que é difícil eu resolver assistir um filme sem saber nada sobre ele. Essa é uma das memórias de idas ao cinema mais legais que eu tenho porque não só eu fiquei embasbacada com filme como meus amigos também, sendo que a maioria deles tinha alguma coisa contra o filme inicialmente.

“Matrix” redimiu o Keanu Reeves perante os meus amigos e reafirmou, pra mim, que “papai sabe tudo”.

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Comments
One Response to “10 anos de Matrix”
  1. Paulo Roesler disse:

    Matrix foi uma das minhas grandes surpresas de cinema também. Ficava meio irritado porque TODO MUNDO dizia que era bom e que era imperdível. Fiquei meio bodeado, mas quando fui ver o filme, notei que ele era de fato revolucionário. Nenhum filme de ação foi o mesmo depois de Matrix. Parabéns pela lembrança e pela homenagem.

    A única coisa ruim sobre seu posto foi “putz, 10 anos de Matrix? Tô ficando velho…”

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